
Na terça-feira (12), o ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização das eleições presidenciais programadas para outubro. Na mesma cerimônia, o ministro André Mendonça foi empossado como vice-presidente da Corte.
Kassio Nunes Marques sucede a ministra Cármen Lúcia, que comandou o tribunal nos últimos dois anos. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além dos líderes do Congresso: Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara dos Deputados). Aproximadamente 1,5 mil convidados, incluindo autoridades dos Três Poderes, estiveram presentes na solenidade.
A presidência do TSE é determinada pela ordem de antiguidade entre os ministros que também fazem parte do Supremo Tribunal Federal (STF). O tribunal é composto por sete ministros: três provenientes do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas nomeados pelo presidente da República, juntamente com seus respectivos substitutos.
Com a nova posse, a formação atual do TSE inclui os seguintes ministros: Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Cármen Lúcia, Antonio Carlos Ferreira (STJ), Ricardo Villas Boas Cueva (STJ), Floriano Azevedo Marques (jurista) e Estela Aranha (jurista).
Em celebração à posse, um coquetel exclusivo será realizado na mesma noite em uma casa de festas em Brasília. O evento é financiado por uma associação de juízes federais e os convites foram vendidos por R$ 800.
Perfil
Kassio Nunes Marques, natural de Teresina (PI), tem 53 anos. Ele foi indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello. Antes de sua nomeação ao STF, trabalhou como desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), exerceu a advocacia por cerca de 15 anos e atuou como juiz no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.
Imagem: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
André Mendonça também possui 53 anos e ingressou no Supremo em dezembro de 2021 após indicação de Bolsonaro. Ele possui doutorado em direito pela Universidade de Salamanca na Espanha. De 2000 a 2021, foi servidor público na advocacia pública federal e ocupou posições significativas no governo Bolsonaro, incluindo advogado-geral da União e ministro da Justiça.
A cerimônia simbolizou a transição formal na liderança do tribunal que desempenhará um papel vital na supervisão e preparação das eleições deste ano.
Com informações de Conexaopolitica
