quinta-feira, outubro 22

Ex-ministro destaca riscos à economia e direitos em caso de vitória de Flávio Bolsonaro

BRASÍLIA – O ex-ministro da Casa Civil e atual senador eleito pela Bahia, Rui Costa (PT), expressou nesta quinta-feira (22) que eleitores que geralmente não apoiam o PT estão preocupados com as implicações de uma possível vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. Em sua análise, a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se concentrado em evidenciar as potenciais consequências econômicas, sociais e institucionais de um governo adversário.

“Apreensões são levantadas por pessoas que normalmente não votam no PT, alertando sobre os riscos de o Brasil se tornar uma Argentina e a perda de direitos. A nossa campanha foca em mostrar aos eleitores os perigos que o país enfrenta”, declarou à rádio Piatã FM, em Salvador.

O ex-ministro vinculou a vitória de Flávio Bolsonaro ao possível seguimento do modelo econômico do presidente argentino, Javier Milei, atribuindo a este governo o fechamento de empresas, aumento do desemprego e crescimento da pobreza. Ele acredita que esses temores influenciam a decisão dos eleitores.

Além das críticas ao cenário econômico, Rui Costa ressaltou que uma administração sob o comando do candidato do PL representaria uma ameaça à democracia, citando um histórico de defesa de posturas autoritárias.

Abertura de sigilos

O ex-governador da Bahia também criticou Flávio Bolsonaro por não ter respondido ao desafio de Lula sobre a abertura de sigilos. Segundo ele, a autorização deve ser apresentada com antecedência, permitindo a análise e a divulgação das informações antes do pleito de domingo.

“O que ele está fazendo é ganhar tempo para que a população não conheça seu enriquecimento e suas ligações com a milícia”, afirmou Costa. “O maior risco é que ele comprometa os direitos dos trabalhadores, prejudique as pessoas mais pobres e transforme o Brasil em uma Argentina ou, possivelmente, numa ditadura”, concluiu.