quinta-feira, outubro 22

Transporte de eleitores indígenas no segundo turno está assegurado, segundo Univaja

MANAUS – A Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) comunicou ao TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas) na quarta-feira (21) que o transporte de eleitores indígenas de Atalaia do Norte para as urnas no segundo turno das eleições está garantido. Jaime da Silva Mayuruna, presidente da entidade, informou que as comunidades indígenas se uniram para obter o combustível necessário, assegurando atendimento a todas as aldeias na região.

Os diretores da Univaja realizaram uma reunião na Câmara Municipal de Atalaia do Norte com a juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias. Conforme consta na ata da reunião, o prefeito Denis Paiva declarou que a questão foi solucionada com a colaboração de várias entidades e organizações.

A magistrada pediu que os representantes indígenas apresentem oficialmente quais embarcações serão utilizadas no segundo turno, quem será o responsável por elas e quais contribuições foram fornecidas por cada instituição envolvida. Esses dados visam assegurar a correta operação do transporte.

O promotor Miguel Ângelo, do Ministério Público Eleitoral, ressaltou que a responsabilidade pela organização do transporte de eleitores cabe à Justiça Eleitoral, mas que associações indígenas, a prefeitura e outras instituições podem ajudar.

Com vistas às próximas eleições, a juíza solicitou informações antecipadas sobre os locais de votação, as comunidades atendidas, as rotas fluviais, as distâncias, as condições de navegação, a estimativa de eleitores e a disponibilidade de embarcações e tripulações.

Esses dados serão fundamentais para o planejamento logístico da Justiça Eleitoral, incluindo a possível requisição de embarcações e a definição de rotas e horários.

Pedido de desculpas

A Coordenação Executiva da Univaja enviou um ofício à juíza em que afirma não ter sido previamente informada nem haver autorizado o conteúdo de um documento anterior elaborado pela Procuradoria Jurídica da entidade sobre o transporte eleitoral.

No Ofício nº 071/UNIVAJA-2026, assinado por Jaime da Silva Mayuruna, a organização classificou o episódio como uma ação isolada que não respeitou seus procedimentos internos. A entidade também anunciou a abertura de um procedimento administrativo para investigar responsabilidades.

O documento inclui um pedido formal de desculpas à juíza Dálethe Borges Messias e ao Juízo da 42ª Zona Eleitoral pelos transtornos e constrangimentos causados pelo incidente.