quarta-feira, junho 3

EUA liberam comercialização do chip H200 da Nvidia para empresas na China, mas entregas permanecem pendentes

O governo norte-americano deu sinal verde para a comercialização do chip de inteligência artificial H200, fabricado pela Nvidia, para aproximadamente dez empresas da China. Contudo, até agora, nenhuma entrega foi realizada, conforme informações divulgadas por uma agência de notícias, mantendo assim um acordo bilionário em suspenso enquanto o CEO da Nvidia, Jensen Huang, busca solucionar a questão em Pequim.

Diante disso, Huang se encontra na comitiva do presidente Donald Trump, durante uma visita à China, após receber um convite em cima da hora para participar da cúpula com o presidente Xi Jinping.

Conforme as diretrizes da licença emitida, cada cliente autorizado pode adquirir até 75 mil chips. As compras podem ser realizadas diretamente com a Nvidia ou através de distribuidores autorizados como Lenovo e Foxconn.

Desafios incluem taxas, logística e segurança nacional

A negociação que foi articulada por Trump estabelece que o governo dos EUA terá direito a 25% da receita proveniente das vendas dos chips. Para implementar essa cobrança, os semicondutores devem transitar pelo território americano antes de serem enviados para a China, já que a legislação vigente nos EUA não permite a imposição direta de tarifas sobre exportações.

Tais arranjos logísticos têm gerado preocupações em Pequim sobre a possibilidade de modificações ou inclusão de vulnerabilidades ocultas no hardware durante o transporte. Em resposta, o Conselho de Estado chinês aumentou a vigilância sobre a segurança na cadeia de suprimentos por meio de novas regulamentações visando diminuir a dependência tecnológica estrangeira em áreas críticas.

<pDurante uma audiência no Senado em abril, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, declarou: “Até agora, o governo central chinês não permitiu que comprassem os chips porque estão tentando priorizar seus investimentos na própria indústria interna”.

Imagem: Divulgação

No contexto atual de incertezas e novas exigências de segurança impostas por Washington desde janeiro, empresas asiáticas como a DeepSeek têm demonstrado uma crescente dependência de semicondutores chineses, incluindo fornecedores como a Huawei. Segundo Huang, as restrições às exportações estão comprometendo a presença da Nvidia no mercado chinês, reduzindo sua participação em aceleradores de IA “praticamente a zero”.

A liberação das vendas também enfrenta oposição de setores nos Estados Unidos preocupados com a preservação da liderança tecnológica do país. O pesquisador Chris McGuire, do Council on Foreign Relations, comentou: “Qualquer acordo que permita à Nvidia vender mais chips para a China resulta em menos chips da Nvidia disponíveis para as empresas americanas e diminui a vantagem dos EUA em IA em relação à China”.

A negociação continua em andamento, com executivos e autoridades trabalhando para encontrar um equilíbrio entre questões comerciais, logísticas e de segurança antes que qualquer remessa dos componentes autorizados seja feita.

Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música e cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6

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