
Suspensão de Festas em Santa Catarina devido ao “Super El Niño”
Cidades do Vale do Itajaí e do Vale Europeu interrompem eventos e redirecionam recursos após alerta climático
Nos últimos dias, diversas cidades de Santa Catarina declararam o cancelamento de festividades tradicionais programadas para os meses de junho e julho. A razão apresentada é a previsão de um El Niño severo, que, segundo o governo estadual, representa uma ameaça às atividades locais.
Em Gaspar, a organização da 22ª Expofeira foi suspensa e R$ 1,7 milhão que seriam usados no evento foram redistribuídos para ações emergenciais. A administração municipal comunicou que esses fundos serão utilizados em iniciativas prioritárias para lidar com possíveis enchentes.
A Festa da Colheita em Agrolândia foi cancelada após consulta à Defesa Civil; a cidade anunciou que intensificará a limpeza de córregos e o desassoreamento das áreas afetadas. Ilhota também decidiu adiar sua celebração de aniversário, agendada para junho, justificando a medida pela prudência diante das incertezas climáticas.
No Vale Europeu, Luiz Alves anunciou o cancelamento da 33ª Fenaca e da 31ª Festa da Banana, ambas programadas para julho. Além disso, a Festa Estadual da Polenta teve sua data remarcada para 2027, conforme informações da organização.
Expectativas e prioridades para os próximos meses
Um alerta climático foi emitido pelas autoridades estaduais em 18 de maio, com previsões que indicam um agravamento a partir de junho e a possibilidade de continuidade do fenômeno até o verão de 2026/2027.
Modelos climáticos sugerem uma atuação fraca a moderada durante o inverno, com aumento gradual na intensidade na primavera — estação que já apresenta chuvas significativas em grande parte do Estado. Os cenários projetados incluem precipitações acima da média, maior ocorrência de tempestades e um aumento nos riscos de deslizamentos e alagamentos.
Imagem: Ap
As prefeituras afirmam estar priorizando a segurança dos cidadãos e concentrando esforços e investimentos em obras consideradas essenciais para mitigar danos à infraestrutura e às áreas mais vulneráveis.
Ainda que o impacto cultural e econômico das decisões seja reconhecido pelos gestores, eles optaram pela cautela diante da possibilidade de eventos extremos. Com os cancelamentos dos festejos programados, as cidades continuam a manter um calendário de ações preventivas e um monitoramento constante das condições nas bacias hidrográficas e encostas.
