quarta-feira, junho 3

Inovação nos pedágios minimiza uso de dinheiro e impulsiona adesão ao sistema Free Flow.

O avanço das formas de pagamento digitais transformou a rotina nas estradas brasileiras: hoje, menos de 7,5% das transações em praças de pedágio ainda são realizadas em dinheiro. Cartões, Pix e dispositivos eletrônicos de cobrança, como as tags veiculares, passaram a substituir as cédulas que antes eram guardadas no porta-luvas.

Tecnologia nas estradas

Uma das mudanças mais visíveis é a expansão do sistema Free Flow, que elimina as cabines físicas e implanta pórticos com câmeras e sensores de leitura. Além de aumentar a fluidez do tráfego, essas tecnologias permitem cobrança proporcional ao trecho percorrido e trazem redução nas emissões de poluentes.

Os modelos sem cancela também têm mecanismos de incentivo: algumas praças oferecem descontos automáticos para motoristas frequentes. No entanto, quem passa por um trecho com Free Flow sem ter a tag instalada precisa regularizar o pagamento diretamente no site da concessionária ou no aplicativo, em até 30 dias.

O não pagamento no prazo previsto acarreta multa de R$ 195 e mais cinco pontos na carteira, segundo as regras vigentes. Apesar da aceitação em centros mais populosos, especialistas apontam limitações provocadas pela infraestrutura de telecomunicações: quedas de sinal em trechos mais remotos comprometem o gerenciamento dos pagamentos e a leitura dos equipamentos.

Outro entrave é a falta de interoperabilidade entre sistemas distintos. Quando plataformas e praças não se comunicam, o usuário pode enfrentar dificuldades para pagar ou receber cobranças corretas. Sobre o tema, Petrus Moreira, diretor de marketing da Move Mais, afirmou: “Se não houver interoperabilidade, fica muito complicado. Ninguém quer ter vários apps ou sistemas diferentes pra pagar pedágio”.

Imagem: Reprodução/Econoroeste

A transformação tecnológica nas rodovias indica um movimento crescente rumo à digitalização completa dos pagamentos, mas também evidencia a necessidade de integração entre operadores e melhoria na cobertura de redes para que o modelo opere de forma uniforme em todo o país.

Com informações de Canaltech