
Dolly Parton, uma ícone da música country, faleceu na terça-feira (25), aos 80 anos. A notícia foi divulgada pela família em um vídeo nas redes sociais.
Conforme relatado por Bryan Seaver, sobrinho e responsável pela segurança da artista, Dolly havia solicitado que o anúncio de sua morte fosse feito dessa maneira há vários anos.
“A tristeza é nossa, não da Dolly. Ela viveu cercada de luz e agora está nos braços de Jesus, certamente ao lado de Carl [Thomas Dean, seu marido, falecido em 2025], seus pais e muitos outros que a amaram e a esperam no céu”, comentou Seaver.
A família também ressaltou a importância de Dolly na indústria do entretenimento e sua influência duradoura sobre várias gerações de artistas.
“Dolly abriu caminhos para incontáveis cantores, compositores e sonhadores ao redor do mundo. Graças ao seu exemplo, acreditamos que tudo é possível”, declarou o sobrinho.
Desafios de saúde
Dolly Parton vinha enfrentando problemas de saúde desde o falecimento de seu esposo, Carl Dean, em março de 2025. Em maio deste ano, a cantora precisou cancelar uma série de shows programados.
Em uma entrevista à revista People publicada no dia 21 deste mês, Dolly revelou que se dedicou a cuidar do marido e acabou deixando seus próprios problemas em segundo plano.
“Não consegui prestar atenção [nos meus problemas]”, disse ela durante a conversa. Apesar dos desafios enfrentados, enfatizou que continuava ativa profissionalmente e tinha novos objetivos a alcançar.
“Estou ainda trabalhando e existem muitas metas que desejo conquistar”, acrescentou.
Da simplicidade ao sucesso
Dolly Parton se destacou por sua voz poderosa, longas perucas loiras e figurinos exuberantes, construindo uma carreira notável na música americana a partir de uma infância marcada pela pobreza.
Nascida em 1946 no condado de Sevier, Tennessee, ela era a quarta filha entre doze irmãos de um agricultor sem terras. A família residia em uma pequena cabana com apenas um cômodo às margens do rio Little Pigeon, sem acesso a água encanada ou eletricidade.
O médico que assistiu seu parto foi pago com um saco de farinha de milho. Em casa, influenciada pelos hinos religiosos e canções folclóricas ensinadas por sua mãe, Dolly começou a desenvolver seu amor pela música.
Ainda na infância, aprendeu a tocar violão e banjo, começando suas apresentações em programas de rádio. Seu primeiro compacto foi lançado em 1959.
Parceria com Porter Wagoner
<p O grande impulso na carreira ocorreu em 1967 quando Dolly foi convidada para participar do programa televisivo do cantor Porter Wagoner.
A colaboração gerou diversos sucessos em dueto e ajudou a solidificar o nome da artista no universo country. Contudo, com o crescimento da sua carreira solo, Dolly decidiu deixar o programa em 1974 para seguir novos rumos.
Como despedida, escreveu “I Will Always Love You”, uma canção que se tornaria um dos seus maiores sucessos. A música alcançou o primeiro lugar nas paradas country em duas ocasiões diferentes e ganhou fama global anos depois quando foi interpretada por Whitney Houston no filme O Guarda-Costas, lançado em 1992.
A trajetória de Dolly Parton além das fronteiras da música country fez dela uma das personalidades mais reconhecidas da cultura popular nos Estados Unidos.
