segunda-feira, julho 20

Educadora de Manaus é premiada nacionalmente e levará o nome do Brasil à Londres

A professora Thaini Alves, que leciona Geografia na rede municipal da Prefeitura de Manaus, ganhou notoriedade em nível nacional ao ser laureada na categoria “Inclusão e Sustentabilidade na Educação” durante a 3ª edição do “Prêmio Educador Transformador”. Com seu projeto intitulado “Observatório da Estiagem”, desenvolvido na escola municipal São João do Tupé, ela assegurou uma vaga para a fase internacional da premiação, programada para janeiro de 2027 em Londres, na Inglaterra.

Fotos – Divulgação / Semed

O evento de premiação ocorreu na quarta-feira (6) no Expo Center Norte, em São Paulo, destacando a educação pública de Manaus no cenário nacional de inovações educacionais.

Atualmente, Thaini Alves faz parte da equipe de formadores da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM) e expressou sua satisfação pelo reconhecimento do projeto que elaborou junto aos alunos da zona rural de Manaus.

“Estou muito feliz com esse reconhecimento. É gratificante poder direcionar o olhar dos estudantes para seus territórios e futuros. Espero levar à Londres o potencial da nossa educação e da ciência gerada na Amazônia”, afirmou a professora.

O “Prêmio Educador Transformador” é uma iniciativa do Sebrae, Bett Brasil e Instituto Significare, que visa premiar propostas inovadoras voltadas para a transformação social e a educação empreendedora. Os vencedores da etapa nacional têm a oportunidade de participar da Bett UK, que é considerada a maior feira global dedicada à tecnologia e inovação educacional.

O projeto “Observatório da Estiagem” foi idealizado em resposta às dificuldades enfrentadas pela comunidade escolar da escola São João do Tupé, situada em uma área severamente afetada pelas secas registradas entre 2023 e 2024.

Com foco nos alunos do 6º e 8º anos, a proposta integrou ciência, tecnologia e sustentabilidade para desenvolver soluções de monitoramento ambiental. Os estudantes adquiriram conhecimentos básicos em eletrônica e criaram sistemas que utilizam sensores ultrassônicos para medir o nível de água.

Além disso, eles fabricaram dispositivos com materiais recicláveis como pluviômetros, higrômetros e réguas de nível, permitindo acompanhar as alterações climáticas e os efeitos da estiagem na localidade.

A partir dos dados reunidos, os próprios alunos elaboraram boletins diários que foram compartilhados por meio de aplicativos de mensagens, constituindo um sistema comunitário de alerta sobre as condições ambientais e os níveis de água na região.

A ação não apenas reforça a importância do protagonismo estudantil, mas também evidencia como iniciativas desenvolvidas nas escolas amazônicas podem gerar soluções concretas para desafios locais, conquistando reconhecimento internacional.