
Quem: entidades que implementaram a transformação digital e profissionais conhecidos como “integradores humanos”.
O que: a utilização de ferramentas como o GLPI pode converter sistemas independentes em plataformas integradoras, eliminando a necessidade de transferência manual de dados entre diferentes sistemas e diminuindo o retrabalho.
Onde e quando: em ambientes corporativos atuais, conforme empresas substituem processos baseados em papel, e-mails e planilhas por soluções digitais.
Por que: pois digitalizar sem promover a integração mantém a dependência da intervenção humana para mover e validar informações entre sistemas, comprometendo a eficiência e a capacidade analítica.
Segundo especialistas, embora muitos negócios tenham migrado de documentos físicos para interfaces digitais, a lógica manual entre os sistemas ainda persiste. Essa situação mantém o papel do “integrador humano” — o profissional encarregado de transferir dados de uma ferramenta para outra — ativo no fluxo operacional.
Dados revelados em estudos indicam consequências econômicas significativas: informações do IDC mostram que uma gestão inadequada dos processos pode resultar em uma redução de até 30% na receita líquida. Além disso, aproximadamente 21% das empresas enfrentam dificuldades diretamente relacionadas à falta de integração entre seus sistemas de gestão e outras plataformas corporativas.
Um levantamento da MXM destaca que a carência de integração pode elevar os custos operacionais em até 35%, contribuindo também para um aumento na frequência de erros, atrasos financeiros e falhas na conciliação. Informações fragmentadas prejudicam análises críticas e impactam decisões estratégicas, segundo o estudo realizado.
A função do GLPI como orquestrador
O GLPI (Gerenciamento de Ativos de TI), amplamente empregado para controle de chamados, ativos e fluxos internos, possui potencial para ir além das operações cotidianas. Quando combinado com ERPs [Enterprise Resource Planning] e sistemas financeiros, ele pode se tornar o núcleo da automação dos processos corporativos.
Imagem: Pixabay/Innovalabs
<pEntretanto, esse potencial só será alcançado se as integrações forem priorizadas. Sem elas, o GLPI acaba atuando isoladamente: aprovações e encerramentos ficam restritos à própria ferramenta, enquanto ações subsequentes ainda exigem intervenções manuais em outros sistemas.
Um exemplo prático é o processo de aprovação de despesas. Em teoria, uma solicitação aprovada no GLPI deveria gerar automaticamente um título a ser pago no sistema financeiro. No entanto, muitas empresas ainda necessitam que um profissional busque as informações e registre manualmente o título no ERP, resultando em atrasos, riscos elevados de erro e desperdício do tempo que poderia ser aplicado em atividades mais produtivas.
A automação da integração permite que uma aprovação registrada no GLPI dispare automaticamente a criação do lançamento no ERP com dados estruturados e sem necessidade de digitação humana. Isso minimiza retrabalhos e inconsistências, alterando o papel das equipes, que passam a focar na validação, análise e controle ao invés da execução manual.
A transformação mencionada não implica na substituição dos colaboradores; ao contrário, significa uma mudança nas funções desempenhadas. Os profissionais assumem responsabilidades intelectuais mais complexas enquanto as tecnologias cuidam das tarefas repetitivas. Empresas que promovem a integração de seus sistemas e automatizam fluxos tendem a se tornar mais ágeis, reduzir custos e aprimorar sua capacidade de adaptação quando comparadas àquelas que mantêm processos fragmentados.
Com informações adicionais sobre o tema
Gudyê GR6 é editor-chefe especializado em tendências musicais e entretenimento na GR6, reconhecida como a maior produtora de funk do Brasil. Com vasta experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera uma equipe dedicada à divulgação das últimas novidades sobre música e cultura urbana.
A publicação Automação do GLPI e o fim do integrador humano foi elaborada pela Produtora de Funk | GR6.
