
Mesmo que hoje os jogos de cartas estejam apenas à um clique, nem sempre foi assim. Os primeiros jogos de carta de que se tem notícia, eram motivo de reuniões bem divertidas ao redor de uma mesa. Mas com a expansão da internet e o crescimento de plataformas online com jogos de carta, esses momentos foram ressignificados. São vários clássicos que marcam a história do entretenimento no Brasil, como: truco, canastra, pife, caxeta, pôquer, paciência e muito mais. Hoje o que se vê não é apenas jogos como passatempo, se não também como uma forma de pertencer à comunidades, conhecer pessoas, culturas e, claro, quem sabe levar uma graninha pra casa.
Junto com essas novas tendências de entretenimento, surgiram ferramentas de conhecimento poderosas como fóruns e torneios da Cardmates Brazil. Este tipo de portal é um grande parceiro de mesa, pois ali é possível trocar informações, conhecimento e conseguir dicas de como aproveitar melhor o seu baralho.
Quando o baralho se conectou
A internet mudou muita coisa na realidade do dia-a-dia de qualquer pessoa ao redor do mundo. Mas, ela não necessariamente muda por completo algumas questões. Mesmo que os jogos tenham migrado para o ambiente digital, as regras continuam as mesmas. No Brasil, quem é considerado o pioneiro em conectar o baralho é o empresário Márcio Fonseca. Ele, que é dono do Megajogos, colocou no ar o primeiro primeiro portal de jogos de cartas online.
Num primeiro momento, a oferta de jogo de resumia em canastra, também conhecido como buraco em algumas regiões. O portal utilizava a linguagem de Java para permitir que as partidas ocorressem em tempo real. O sucesso da novidade foi tão surpreendente, que pouco tempo depois já estavam disponíveis partidas de tranca e truco. Nesta mesma época o pôquer já crescia nos Estados Unidos, com torneios televisionados, o jogo começou a se expandir de forma grandiosa. No Brasil, era possível acessar algumas salas internacionais para jogar pôquer online.
A evolução dos clássicos
Mas, o ambiente online não parou por aqui, e abriu portas para alternativas que não eram possíveis no meio físico, como competições, acompanhamento do desempenho, a localização de adversários instantaneamente, salas multiplayer e muito mais. Todas essas possibilidades aumentaram a procura pelos clássicos, mas no formato digital. Essas mudanças num primeiro momento, podem parecer muito simples, ou até mesmo sem relevância, mas significam uma grande mudança de comportamento e também na cultura do brasileiro.
Pôquer e a mão que virou o jogo
De todos os exemplos de jogos que podemos citar, o mais emblemático sempre vai ser o pôquer, principalmente quando se fala na transformação que a internet trouxe. A grande mudança para esse jogo surgiu também no início dos anos 2000, mas ainda era uma exclusividade nos Estados Unidos. A primeira vez que uma partida de pôquer foi disputada online foi em 1998. Com poucos recursos e conexão ainda limitada, a mesa aconteceu, e foi o pontapé inicial para um universo, que naquela época, era impossível prever a dimensão que alcançaria.
Em 2003, o grande salto ocorreu. Um contador, que jogava recreativamente, chamado Chris Moneymaker, conseguiu acesso ao Main Event da WSOP, a maior e mais prestigiada série de pôquer no mundo, através de um satélite online. O fato é que Chris se consagrou como grande campeão e embolsou US$2,5 milhões. No ano deste acontecimento, a série contou com pouco mais de 800 inscritos. No ano seguinte, mais de 2 mil inscrições foram recebidas.
No Brasil, essa movimentação ainda era acompanhada a distância, mas abriu portas para fóruns, plataformas online e também sites especializados com dicas e materiais educacionais. Os primeiros registros de brasileiros da WSOP são em 2004 e 2005, sendo que no ano de 2007, Alexandre Gomes foi o primeiro brasileiro da história a ganhar um bracelete da série ao vencer o Evento #48 (US$ 2.000 No-Limit Hold’em).
Atualmente, diversos sites oferecem satélites para a conquista de vagas nas maiores séries do Brasil e do mundo.
O futuro ainda está sendo embaralhado
Com o avanço da tecnologia e o crescimento da procura pelo pôquer, o jogo passou a não ser visto apenas como mais uma alternativa de entretenimento. Ele passou a ser associado a uma série de conceitos como estatística, psicologia e também gerenciamento de risco. Com isso, em 2009 houve um marco histórico na relação entre o Brasil e o pôquer com a criação da Confederação Brasileira de Texas Hold’em (CBTH). O principal objetivo? Promover o consumo esportivo do jogo.
Com novos marcos legais em solo nacional, aproveitar os jogos de cartas se tornou ainda mais interessante, uma vez que, as plataformas oferecidas no Brasil são altamente confiáveis e passam por fiscalizações criteriosas. A tecnologia não substitui o espírito esportivo e nem a emoção de estar entre amigos embaralhando cartas, ela apenas adaptou e democratizou esse ambiente. As cartas são as mesmas, mas as possibilidades são infinitas.

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