
A programação do #SouManaus Passo a Paço 2026 ganha, nesta sexta-feira (11/9), uma exposição dedicada à memória e ao patrimônio arqueológico da capital amazonense. A abertura da mostra fotográfica “Solo Ancestral” acontece às 9h, no Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), com entrada voltada ao público interessado em conhecer mais sobre as pesquisas que ajudam a revelar a história do território amazônico.

Realizada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), a exposição reúne registros fotográficos e informações sobre pesquisas arqueológicas desenvolvidas em Manaus e na região do Encontro das Águas. A proposta é aproximar a população de temas como ciência, memória, território, cultura e preservação do patrimônio.
A mostra apresenta, em ordem cronológica, diferentes etapas do trabalho arqueológico e os vestígios encontrados durante as pesquisas de salvamento realizadas no âmbito do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico (PGPA).
Entre os materiais expostos estão fragmentos de cerâmica, ferramentas de pedra, ossos, madeira, contas de colar, terras pretas antropogênicas, além de gravuras e pinturas rupestres. Os registros ajudam a reconstruir aspectos da vida de povos que ocuparam a Amazônia muito antes da formação das cidades atuais.
Vestígios que contam histórias
“Solo Ancestral” também destaca a relevância arqueológica do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, área protegida por sua importância histórica, cultural, ambiental e arqueológica. O espaço integra o conjunto paisagístico formado pelo encontro dos rios Negro e Solimões e é considerado fundamental para a compreensão da ocupação e transformação do território amazônico.
Para o diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, a inclusão da exposição na programação do festival amplia a proposta de valorizar diferentes aspectos da identidade cultural da cidade.
“O #SouManaus é um grande encontro com a nossa cultura, e isso também significa olhar para as nossas origens. O solo de Manaus guarda histórias que atravessam milhares de anos, e a exposição ‘Solo Ancestral’ nos permite conhecer esses vestígios e compreender a importância dos povos que ajudaram a construir a história da Amazônia. É uma oportunidade de aproximar a população da nossa memória e valorizar o patrimônio arqueológico da cidade”, destaca.
Arqueologia e preservação
Além dos registros fotográficos, a exposição apresenta informações sobre sítios e ocorrências arqueológicas identificados em Manaus e no entorno da capital. O conteúdo também aborda tradições e fases arqueológicas reconhecidas na Amazônia Central, entre elas Pocó-Açutuba, Borda Incisa e Policroma da Amazônia.
A proposta da mostra é reforçar que os materiais encontrados durante as pesquisas não são apenas objetos antigos. Eles representam vestígios da presença, dos modos de vida e das relações estabelecidas por diferentes povos com o território amazônico ao longo de milhares de anos.
Nesse contexto, a preservação do patrimônio arqueológico ganha destaque. Por ser um patrimônio finito e não renovável, cada vestígio encontrado representa uma parte da história que pode ser perdida de forma definitiva caso seja destruída.
Centro de Arqueologia de Manaus
Vinculado à gestão municipal, o Centro de Arqueologia de Manaus (CAM) atua na guarda, pesquisa, conservação e valorização do patrimônio arqueológico da cidade.
Entre as atividades desenvolvidas pela instituição estão o apoio às obras da Prefeitura de Manaus nos processos de licenciamento ambiental, a realização de pesquisas arqueológicas, ações de curadoria e análise de materiais, conservação e guarda de coleções, além da produção de exposições e iniciativas de divulgação científica.
O trabalho do CAM contribui para ampliar o conhecimento sobre os contextos pré-colonial e histórico de Manaus e para preservar os vestígios que ajudam a contar a trajetória de ocupação da região.
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