
O nível do Rio Negro recuou 1,25 metro nos primeiros nove dias de setembro em Manaus, indicando uma intensificação do processo de vazante na capital amazonense. Nesta quarta-feira (9), o rio atingiu a marca de 22,84 metros, após baixar 18 centímetros nas últimas 24 horas. Os dados são da medição diária realizada pelo Porto de Manaus.
Apesar da velocidade maior na descida das águas, o cenário ainda é considerado dentro da normalidade e compatível com o período de vazante, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB). O início de setembro costuma registrar uma das maiores intensidades de recuo dos níveis dos rios no Amazonas.
Nos primeiros nove dias de agosto, o Rio Negro havia baixado 53 centímetros, uma média de aproximadamente 5,8 centímetros por dia. Já em setembro, o recuo médio chegou a 13,8 centímetros por dia, mais que o dobro do registrado no mesmo período do mês anterior.
Mesmo com a aceleração da vazante, o comportamento do Rio Negro em 2026 ainda apresenta um ritmo mais lento do que o observado em 2024, ano em que o Amazonas enfrentou a pior seca da série histórica.
Entre 1º e 9 de setembro de 2024, o nível do Rio Negro caiu 2,05 metros, cerca de 80 centímetros a mais do que o recuo registrado no mesmo intervalo de 2026. Naquele 9 de setembro, o rio marcava 17,73 metros, mais de cinco metros abaixo do nível observado nesta quarta-feira.
Seca avança nos rios do Amazonas
A vazante também continua em outros pontos do estado. Em Itacoatiara, o Rio Amazonas registrou 8,92 metros nesta quarta-feira, segundo dados da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa). A marca está abaixo da registrada no mesmo dia de 2025, quando o rio atingiu 11,42 metros.
Em Tabatinga, o Rio Solimões estava em 3,16 metros no dia 9 de setembro. Já em Coari, o nível registrado foi de 11,80 metros.
As duas localidades também apresentam níveis inferiores aos observados no mesmo período de 2025, indicando que a vazante segue avançando em diferentes regiões do Amazonas.
Vazante ganha força em setembro
A redução mais acentuada dos níveis dos rios no início de setembro é característica do ciclo hidrológico da região. Em Manaus, o comportamento do Rio Negro é acompanhado diariamente por causa dos impactos da vazante sobre a navegação, comunidades ribeirinhas, abastecimento e demais atividades que dependem dos rios.
Embora o nível atual ainda esteja distante das marcas extremas registradas durante a seca histórica de 2024, a evolução das próximas semanas será determinante para avaliar a intensidade da vazante de 2026.

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