terça-feira, julho 21

Kassio Nunes Marques e André Mendonça são escolhidos para liderar o TSE nas eleições de 2026

Na terça-feira (14), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nomeou Kassio Nunes Marques para a presidência e André Mendonça como vice-presidente da instituição. A escolha foi realizada através de votação no plenário, utilizando urna eletrônica, e teve um caráter meramente protocolar.

Os dois ministros foram escolhidos para o Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro: Nunes Marques em 2020 e Mendonça no ano seguinte. Esta é a primeira vez que dois ministros indicados por Bolsonaro assumem simultaneamente as posições de presidente e vice-presidente do TSE em um período de eleições nacionais.

A ministra mais jovem do tribunal, Estela Aranha, anunciou o resultado da votação. Nunes Marques obteve seis dos sete votos possíveis, seguindo a tradição que determina que o candidato à presidência não pode votar em si mesmo. Ao ser informado sobre o resultado, o ministro declarou que presidir o TSE é “uma das maiores honras da minha vida”.

Ainda não foi divulgada uma data específica para a posse dos novos presidentes, mas a expectativa é que aconteça em maio. A antecipação do processo eleitoral na Corte foi decidida pela ministra Cármen Lúcia, que optou por deixar a presidência antes do término de seu mandato, programado para 3 de junho. Em sua comunicação sobre a saída, Cármen Lúcia justificou sua decisão afirmando que preferiu facilitar a transição ao invés de esperar até o último dia de seu mandato, permitindo assim tempo suficiente para uma mudança tranquila e equilibrada na direção da Justiça Eleitoral.

Com a saída de Cármen Lúcia do TSE, o ministro Dias Toffoli irá ocupar a terceira vaga destinada aos ministros do Supremo Tribunal Federal na Corte Eleitoral. O colegiado conta ainda com os ministros Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva, ambos do Superior Tribunal de Justiça, além dos advogados Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

Imagem: ASCOM/STF

A seleção dos novos dirigentes respeitou as práticas internas do tribunal e precede os preparativos logísticos para as eleições de 2026, nas quais eles terão papel fundamental após a posse.

Com informações de Conexaopolitica