quarta-feira, junho 3

Chips com células de astronautas da Artemis 2 são enviados pela NASA à órbita da Lua

Durante a recente missão Artemis 2, os quatro astronautas que compõem a tripulação estavam em órbita lunar. Ao mesmo tempo, a NASA enviou para a Lua microversões deles: quatro chips transparentes, semelhantes em tamanho a um pen drive, que contêm células da medula óssea de Victor Glover, Jeremy Hansen, Christina Koch e Reid Wiseman. Esses dispositivos acompanharam a cápsula Orion e foram expostos ao espaço durante toda a missão.

Iniciativa Avatar e a tecnologia envolvida

Esse experimento faz parte do programa Avatar, que significa “A Virtual Astronaut Tissue Analog Response”, e utiliza uma tecnologia conhecida como órgão em um chip. Nesse sistema microfluídico, amostras reais obtidas dos astronautas meses antes do lançamento são mantidas vivas em canais que imitam características do tecido humano.

Donald Ingber, diretor do Instituto Wyss de Harvard e colaborador da NASA no projeto, destacou que o objetivo da iniciativa é criar um sistema de “saber antes de ir”, permitindo que os pesquisadores possam detectar danos celulares ou alterações genéticas nas amostras antes que apareçam problemas nos próprios astronautas.

Os resultados esperados incluem a personalização de tratamentos conforme o DNA individual de cada astronauta, previsão de doenças como câncer ou perda óssea antes dos sintomas se manifestarem e diminuição do uso de modelos animais, possibilitando testes diretos em células humanas no espaço.

Ameaças da radiação fora da Terra

A exposição ao espaço além do campo magnético terrestre coloca os astronautas em risco devido aos raios cósmicos galácticos e partículas resultantes de erupções solares. Na superfície lunar, a radiação de albedo — causada pelos reflexos do solo — eleva ainda mais essa exposição, criando uma situação potencialmente mais perigosa. A medula óssea foi escolhida para esse experimento inicial por ser um dos tecidos mais vulneráveis à radiação.

Em uma declaração ao Washington Post, Nicola Fox, administradora associada da NASA, comentou que essa abordagem é “uma forma inovadora e segura de analisar o impacto na medula sem precisar realizar experimentos diretamente em humanos”.

Imagem: Divulgação

Análises após o retorno da missão

Depois que a cápsula Orion pousar no Oceano Pacífico, os chips passarão por uma análise genética detalhada em Boston. Os cientistas irão comparar as amostras que foram à Lua com um grupo controle que ficou na Terra, prestando atenção especial aos telômeros, indicadores de envelhecimento, bem como a possíveis danos no DNA.

Caso os resultados se mostrem precisos e úteis, a NASA planeja desenvolver sistemas de chips que integrem múltiplos órgãos, como coração e pulmões interconectados, visando simular um organismo humano reduzido antes das futuras missões tripuladas para Marte.

A pesquisa continua sendo parte dos esforços para monitorar a saúde humana durante voos espaciais além da órbita terrestre.

Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música e cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6

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